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Novas Variáveis de Código e Avaliação
FEC - Forward Error Coding
Interferência Intersimbiótica. Multicaminho, Multipath ou Simplesmente Fantasma
Analisador de TS
MER - Modulation Error Ratio e BER - Bit Error Rate

A qualidade do sinal pode começar a ser aprimorada logo a partir do encoder. Um analisador de protocolo MPEG-4 pode comparar o sinal comprimido com o sinal digital primitivo, o mais próximo da mesa do controle mestre. Os erros podem então ser prevenidos, reduzindo a taxa de compressão. Com base no tipo de imagens, a taxa de compressão pode ter que ser reduzida, para evitar perda de qualidade nas imagens.

Porém, na prática, a correção de erros começa a partir do multiplexador. O processo traz alguns recursos que tornam o sinal mais confiável, evitando erros na decodificação. São dados que se repetem no próprio TS, tornando a transmissão mais robusta.

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FEC – Forward Error Coding

É o principal fator de imunidade a ruídos. O modulador adiciona bits redundantes numa razão variável, dependendo das condições da transmissão. Quanto menor a razão, maior a imunidade a ruídos e vice-versa. Dependendo do multiplexador, o operador pode variar a taxa de imunidade de acordo com o necessário.

A taxa 1/2 significa que em cada TS, uma mesma carga útil vai aparecer duas vezes. Na prática, a carga útil vai corresponder então a 1/2 capacidade útil do TS (excetuando os metadados, PIDs). Se a taxa for ajustada para 5/6, significa que a cada cinco frações da carga útil, uma será repetida. Ou seja, a carga útil vai corresponder a 5/6 da capacidade útil do TS. Como você já percebeu, com a taxa 1/2 a informação transportada será menor, mas a imunidade será mais ampla, com uma carga repetida. Com a taxa 5/6 a informação transportada será maior, com apenas 1/5 da carga repetido. Mas a imunidade a ruídos fica menor.

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Interferência Intersimbiótica, Multicaminho, Multipath ou Simplesmente Fantasma

O sinal que não chega de visada nos receptores sempre foi um “fantasma” para os engenheiros de emissoras. Um fantasma que aparecia na tela de parte dos aparelhos, gerando reclamações da audiência. Com o sistema digital os fantasmas desaparecem das telas, mas deixam alguns enigmas para as emissoras solucionarem.

É que o fenômeno continua existindo. O sinal digital também é modulado em radiofreqüência, por isso vai continuar rebatendo no relevo natural e nos grandes prédios, antes de chegar em alguns aparelhos. Como o sinal é multidimensional, vai rebater pra lá e pra cá, passar por um caminho aqui, por outro caminho ali e, nos receptores mais “escondidos”, vai chegar primeiro de um lado, depois de outro, de mais outro.....

Na transmissão analógica, alguns sinais que chegavam atrasados iam para a tela e faziam aquelas “sombras” no sinal mais definido (o que chegou primeiro). Mas agora, pelo sinal digital, não chegam mais imagens, apenas bits (0-1). Vai ser a leitura do set-top box que vai descrever as imagens na tela. Como a seqüência de “zeros” e “um(s)“ é o próprio “código” de cada byte, a superposição de pacotes TS por atraso na chegada de cada rebatimento de um mesmo sinal, pode gerar uma recepção confusa.

A maneira de tratar agora o multipath é diferente. As várias leituras que chegam de cada pacote TS são comparadas antes da máquina “escolher” qual  vai ser descarregada nos buffers. Para isso, é necessário um tempo maior. O nome técnico é “intervalo de guarda” e é definido no multiplexador.

Cada pacote TS chega com uma fração repetida do pacote anterior, uma amostra. A comparação dessa amostra vai indicar se a seqüência da leitura no decodificador está correta. Se a amostra em dois pacotes é a mesma, significa que trata-se de rebatimentos de um mesmo pacote TS. Chegaram em tempos diferentes, pela diferença no percurso de um e de outro rebatimento. O decodificador considera então só um desses pacotes TS com amostras repetidas.

O intervalo de guarda pode ser de 1/4, 1/8, 1/16 ou 1/32. Quanto maior (1/4), menor será a carga útil transportada. Porem, maior será a segurança na transmissão desse sinal. A menor segurança fica no outro extremo, 1/32.

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Analisador de TS

Um equipamento que está sendo adotado pelas emissoras que implantam o sinal digital é o analisador de TS.

Ele deve ser instalado junto ao multiplexador. O nome do equipamento é auto explicativo. Ele analisa a estrutura do sinal que vai ser enviado para o modulador.

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MER – Modulation Error Ratio e BER – Bit Error Rate

Esses dois parâmetros são muito importantes para a qualidade do sinal e devem ser apurados na hora da instalação do transmissor. A fabricante deve enviar técnicos que vão apurar as taxas de MER e BER, se necessário, saindo a campo. O transmissor deve ser ajustado pelos técnicos da fabricante. Depois dos testes da emissora, deve ser respondido um termo de aceitação do equipamento, onde esses dois parâmetros também estarão incluídos.

A MER, ou taxa de erro de modulação, é um parâmetro que mede o erro de mudança de fase do sinal de RF na modulação e demodulação de conteúdos digitais. A MER é medida em dB (decibéis)

A BER, ou taxa de bits errados é um dos parâmetros mais rigorosos na avaliação dos padrões de rede de comunicação de dados em geral. Na TV digital, é claro que também é muito importante. O parâmetro estabele a taxa de bits errados em relação a um determinado número de bits preparados para transmissão. No caso da transmissão digital de TV, a taxa máxima aceitável é de 3 bits errados para cada 1 milhão de bits. Expressando matematicamente, esta taxa é de 3x10-6. As medidas de SNR (ou ACR), relacionadas ao nível de ruídos, estão ligadas a BER.

Já estão no mercado medidores portáteis de BER e SNR, para medições em campo.

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