Índice

As Mudanças na Sociedade
Mudança de Hábito
O Relacionamento com a Nova TV
Algumas Possibilidades

A forma de se relacionar com este meio de comunicação tão popular, que já conquistou um espaço próprio na Sociedade Contemporânea, agora vai mudar completamente. De tal forma que um novo papel vai ser atribuído aquele equipamento audiovisual das salas de estar. Ele vai trazer novas formas de entretenimento e ainda, um pacote crescente de serviços, tanto de caráter público como comercial e até relacionados ao trabalho.

A tecnologia da TVD deve mudar em quantidade e qualidade o hábito de ver televisão. Boa parte em função da mobilidade. Ou seja, a possibilidade de captar o sinal da TVD em movimento. E ainda, por muitos tipos de equipamentos diferentes, desde os celulares até os notebooks e computadores convencionais, passando por uma nova variedade de aparelhos de TV. Eles chegam nos tamanhos mais variados e adaptáveis aos mais diferentes ambientes e situações.

Em termos de aparelhos de TV, eles estão presentes em mais de 94 milhões de domicílios do Brasil. Quanto aos celulares, em julho/2009, três estados foram os primeiros a registrar no País uma média superior a um celular para cada habitante. Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo atingiram uma marca que só o Distrito Federal havia alcançado antes. No total, o Brasil registrava 161 milhões de celulares. Por enquanto, eles representam só um potencial. Mas se o hábito se expandir, as fabricantes vão oferecer mais e mais modelos com a opção de sintonia de TV. Um bom diferencial para a troca de aparelhos, que ocorre em média a cada dois anos.

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Mudança de Hábito

Assistir a TV é um hábito marcante nos lares brasileiros. E qualquer alteração neste hábito, por menor que seja, pode mudar muita coisa. Exemplo disso foi o controle remoto.

Quem se lembra do tempo em que mudar de canal dependia de caminhar alguns passos, pode testemunhar a revolução que o controle remoto provocou. Ele mudou os números da audiência, as grades de programação em muitas emissoras, os comerciais. Criou o verbo “zapear” e, na visão de alguns cronistas, tornou-se um símbolo do poder doméstico. Uma visão bem humorada, que não deixa de ter um fundo de verdade.

É mais uma demonstração de que ver televisão surgiu como um hábito coletivo. O aparelho a mais no quarto do casal, depois no quarto das crianças, foi individualizando este hábito lentamente, em alguns casos. Mas agora, a mobilidade, viável com a tecnologia digital, deve permitir quase uma intimidade entre a TV e cada telespectador.

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O Relacionamento com a Nova TV

Para compreender a mudança que se aproxima é necessário pensar um pouco sobre o tipo de relação que cada mídia estabelece com o público.

Os celulares já oferecem a alternativa de acessar a Internet. Um conteúdo incomparável, em variedade e quantidade, com qualquer outro que já possa ter existido no Planeta. A diferença é que você não assite a Internet. Você navega. Isso significa que o seu comportamento diante da TV é muito mais passivo do que na Internet, onde você vai conhecendo, avaliando e selecionando, a cada clique, até chegar ao que interessa. Na TV já vem pronto o que você vai ver, é só ligar.

Quanto mais passivo o comportamento exigido do público, mais fácil fica para conquistar a atenção das pessoas. É só perceber pela rua, se você vê mais pessoas acessando a Internet pelo celular ou ouvindo música, que exige apenas ligar um dispositivo.

No celular, uma programação de TV como a brasileira, diante de um público como o brasileiro, parece ter um potencial muito grande. Tanto que já existem projetos em andamento para produzir uma programação paralela de TV, especial para a pequena tela dos celulares. Assim como muitos sites já disponibilizam um formato específico para o acesso de celulares.

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Algumas Possibilidades

Congestionamentos

Você certamente já ouviu falar em transporte solidário. É aquela idéia de reunir um grupo de três ou quatro colegas pra ir num mesmo carro até o trabalho. Cada dia um vai com seu carro. Alivia o trânsito, reduz as emissões de gases poluentes e o custo do transporte.

Acontece que muitas vezes as conversas caem em polêmicas. Ou alguém que não quer conversar pode parecer antipático. Outro não quer aguentar as estórias deste ou daquele. E se puser uma TV no carro, da mesma maneira que você liga a TV para distrair um grupo de crianças que aparece com seu filho em casa? Quem estiver no carro e não quiser assistir aquele programa, pode pegar seu celular e escolher outro. A audiência da novela das seis pode aumentar, contando com o público em trânsito. De repente, a TVD pode até reduzir os congestionamentos nas grandes cidades.

TV no Trabalho

No trabalho, é comum acessar a Internet por vários motivos. E muitas vezes você encontra uma notícia de última hora. Algo como a confirmação de que um grande craque, que está jogando na Europa, acaba de anunciar que vai voltar e jogar justamente no time para o qual você torce. Hoje você já pode ver, pela Internet mesmo, uma entrevista com o jogador. Pela TVD vai ser muito mais rápido e prático, você vai ter mais canais para saber mais detalhes, vai poder enviar perguntas ou manifestar opiniões, e tudo isso vai estar no mesmo monitor onde está a Internet. Para os outros tantos funcionários que não trabalham com um micro computador, a notícia vai correr e ligar os celulares. É claro que por um intervalo muito rápido, na parada para um cafezinho ou para um copo de água.

Horário Nobre

Antigamente, ligar um televisor era uma decisão mais demorada e mais duradoura. Existia a “hora de ver TV”. De alguma forma isso permanece em algumas famílias. Mesmo assim, a TV já fica “semi ligada”, com a luzinha do stand by esperando só o acionamento do controle remoto. Com essas alterações todas, a suposição é que o hábito de assistir a TV se torne mais fragmentado. Vai acontecer em  vários intervalos, várias vezes ao dia.

Imagine o que isso pode representar para um grande magazine. Num determinado momento, pode ser necessário “fazer caixa”. Ou seja, o magazine, por algum motivo, precisa levantar um volume maior de dinheiro, muito rápido. Sabendo que muito mais pessoas vão estar ligando a TV a cada instante, pode anunciar uma oferta relâmpago. Com a interatividade possível pela TVD, em pouco tempo o magazine pode vender o suficiente para levantar o dinheiro que precisa para aquele momento.

Por conta dessas e de outras alternativas, a TVD pode mudar até o conceito de “horário nobre”. Para alguns segmentos da audiência o horário nobre pode ser outro.

Essas reflexões servem apenas para pontuar algumas possibilidades que se aproximam com a TVD. Pra você perceber que as mudanças que esta nova tecnologia pode trazer vão bem além do entretenimento. Podem mudar até o trânsito.

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