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A História da TV Digital
A Digitalização do Sinal

A TV Digital surgiu como uma forma de garantir um salto na qualidade de imagem e som nas transmissões de TV. Como a tecnologia digital acabou sendo o caminho natural deste aprimoramento, trouxe várias outras possibilidades, acabando por transformar a TV numa outra mídia.

Mas, ao contrário do que parece, a HD (alta definição) chegou à TV antes da transmissão digital (que hoje é o que se chama de TV Digital). Era um sistema caro e pouco prático. Para transmitir informações suficientes para “desenhar” na tela uma imagem com alta definição, o sinal analógico demandava 20 MHz de banda para cada canal. Na definição normal, são 6 MHz. Não havia mais como reduzir o sinal analógico, “comprimir” de alguma forma. Agora, com a mesma banda inicial (6MHz), a transmissão digital consegue enviar a imagem em alta definição, som de home theater e permite até a interatividade, com complementos de programação e dados adicionais. Traz até uma vantagem ecológica, reduzindo em 30% o consumo de energia na transmissão.

Foram os japoneses que começaram a perseguir a alta definição como uma meta a ser alcançada. Isso na Década de 70! A rede pública NHK – Nippon Hoso kyokai, juntou-se a um consórcio de cerca de cem emissoras daquele país para pesquisar uma nova tecnologia. O objetivo era garantir ao público de TV a qualidade mais próxima do cinema, dentro de casa. Foi assim que a HD chegou pela primeira vez aos telespectardores, já na Década de 80. Primeiro no Japão, depois na Europa, que desenvolveu o sistema MAC – Multiplexed Analog Components, com a transmissão de sinais para um número maior de pixels por imagem.

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A Digitalização do Sinal

Nos Estados Unidos, o Governo, emissoras e fabricantes de equipamentos acompanhavam as mudanças com as transmissões HD nos outros blocos desenvolvidos (asiático e europeu). E não aceitavam a idéia de importar uma solução.

Em 1987, o FCC – Federal Comunications Commission, reuniu 58 redes de TV para dar a largada no novo modelo de transmissão. Como o desafio era reduzir a banda de transmissão, uma solução neste sentido deu origem ao MP3, que atualmente é o formato mais usado na compressão de músicas. Na Europa, o Movie Picture Expert Group (MPEG), com base no trabalho desenvolvido por um cientista italiano, desenvolveu formatos de compressão mais eficientes. Tanto que a japonesa Sony, em 1994, estabeleceu o padrão MPEG para a compressão dos sinais gravados nos discos de DVD, uma inovação daquela época. Na Europa, a preocupação passava a ser a padronização de um sistema digital de transmissão de TV aberta.

Os Estados Unidos também se renderam a eficiência do MPEG. E em 1995 surgiu o ATSC – Advanced Television Systems Committee, que viu no formato de compressão europeu o caminho seguro para desenvolver o padrão de TV Digital americano. No final de 1998, começaram as transmisões digitais em caráter experimental em mais de 20 emissoras de TV aberta dos Estados Unidos. E marcaram o pioneirismo nesta tecnologia.

Em 2001 foi lançado na europa o padrão DVB – Digital Video Broadcasting. Lá o aumento da capacidade de transmissão de sinais pela tecnologia digital, foi utilizado principalmente para multiplicar as alternativas de programação para o público. A multiprogramação de um mesmo canal abriu espaço para muitas novidades na telinha. Mas trouxe um prejuízo grande para as emissoras, que viram o bolo publicitário se dividir, tendo do outro lado um aumento considerável de custos para produzir mais de uma programação.

Observando as experiências, os japoneses lançaram o padrão ISDB – Integrated Services Digital Broadcasting, com ênfase na mobilidade, mais limitada nos outros dois padrões. O país coroou assim um esforço iniciado há tempo. Além de pioneiros na HD (ainda que analógica) os japoneses foram os que mais acreditaram e investiram em novas tecnologias de imagem, como LCD e plasma. Hoje, ao lado de outros poucos países orientais, dominam o mercado de telas de TV no mundo todo, para todos os sistemas.

No Brasil, o SBTVD foi lançado em Dezembro de 2007, como um aprimoramento do ISDB. As inovações brasileiras estão agradando tanto, e foram tão estrategicamente colocadas, que podem transformar o SBTVD no primeiro sistema digital de larga exportação.

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