Índice

Por que TV Digital
Transmissão de sinais digitais
Pra que serve a onda
Onda Portadora
Modulação
Vantagem de Transmissão Digital
Bytes
Código Morse


“Digital” é o nome da tecnologia baseada no sistema binário, que utiliza os dígitos 0-1 (zero-um). Eles formam seqüências, que codificam o funcionamento de componentes e equipamentos, aumentando muito a eficiência.

Os aparelhos de TV já utilizam alguns recursos digitais há muito tempo. O que agora se chama de “TV Digital” (TVD, ou DTV, em inglês) é o sistema de TV que funciona pela TRANSMISSÃO DIGITAL. Falando mais tecnicamente, transmissão de sinais digitais. Essa transmissão pode ser feita pelas torres convencionais – a chamada transmissão por terra – ou por cabo ou ainda via satélite.


Torre de Transmissão Digital

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Transmissão de sinais digitais

Não existe “onda digital”. Existem, sim, ondas de radiodifusão que transmitem sinais digitais. É o que se chama de transmissão digital. É usada nos telefones celulares atuais e em outros equipamentos comuns. A radiodifusão é uma tecnologia baseada num fenômeno natural: as ondas eletromagnéticas. Algo que o homem pode adaptar através de técnicas, mas não pode mudar.

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Pra que serve a onda

A onda é uma forma de transporte. Transporte de energia, capaz de ser interpretada por um sistema. Por exemplo, uma onda eletromagnética captada por uma antena de rádio, pode reproduzir um sinal que vai fazer vibrar um alto falante. A vibração do alto falante faz vibrar também o ar, formando uma outra onda (onda sonora), que vai atingir o ouvido de uma pessoa. A onda sonora faz vibrar o tímpano, que envia um estímulo para a interpretação do cérebro e a pessoa entende, ouve o sinal do sistema inicial.

Pelo exemplo você percebe que existem dois tipos de onda em questão: as ondas que dependem de um “meio” para existirem e as ondas eletromagnéticas, que podem se propagar no espaço, vazio ou não. Se um alto falante for colocado numa sala em completo vácuo, pode aumentar o volume até o máximo que ninguém na sala vai ouvir nada. Sem o ar (um “meio” para se propagar), a onda sonora não é transmitida. Já uma onda eletromagnética, emitida por um equipamento potente, pode atravessar um trecho do espaço cósmico (onde não existe nada) e levar uma mensagem a um rádio na lua. O rádio pode interpretar o sinal e mandar para um alto falante no ouvido de um astronauta, que vai escutar a mensagem.

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Onda Portadora   

Quando você sintoniza uma estação de rádio, na prática, está escolhendo uma onda portadora, dentro de uma “banda de transmissão”. Isso é resultado de uma técnica chamada modulação.

Essa escolha é feita pela freqüência. Você escolhe a freqüência da onda portadora de uma banda de transmissão. Naquela mesma banda viajam outras ondas vizinhas, transmitindo para o seu rádio todos os sons que a emissora está tocando. Essas ondas vizinhas têm freqüência muito próxima à que você escolheu no dial.

Cada emissora tem uma banda de transmissão. Os aparelhos de rádio – e mesmo os de televisão – são preparados para sintonizar essas freqüências e reproduzir os sinais que elas transmitem. Tudo conforme padrões estabelecidos pelo Governo Federal, dentro do espectro da radiodifusão.

Cada emissora de rádio tem uma única portadora para transmitir som. As emissoras de TV convencional (a analógica) têm três portadoras numa mesma banda: uma onda portadora transmite som, outra transmite sinais da imagem (luminância ou “escala de cinza”) e outra, sub-portadora, transmite a cor (crominância).

No caso da TV Digital, cada banda de transmissão pode ter até 8 mil ondas portadoras, para transportar milhões de bits por segundo, num espaço do espectro de 6 Mhz (seis megahertz), que é a largura da banda.

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Modulação

A onda, é um meio de transporte de energia. Mas na hora de estudar ondas, dá para comparar com o transporte de matéria, pra ficar mais fácil de entender.

A carroceria de um caminhão é um módulo de transporte. Ela dá uma medida do quanto, como e o que pode ser transportado ali. Assim, para remover uma montanha, ela precisa assumir uma outra forma e ser “modulada” em milhares e milhares de carrocerias de caminhão.

No caso da onda eletromagnética o sinal, para ser transmitido, também passa por uma relativa mudança de forma e por um processo de divisão. Isso é a modulação do sinal.

Uma onda eletromagnética é caracterizada por três grandezas: a freqüência, a amplitude e a fase. As técnicas de modulação mais usadas são Amplitude Modulada (AM) e Freqüência Modulada (FM).

Nas emissoras de rádio as transmissões podem ser em AM ou em FM, dependendo da emissora. Na TV convencional o sinal de som é transmitido em FM. O sinal de imagens (luminância ou “escala de cinza”) é transmitido em AM. O sinal de cor (crominância) é transmitido em AM.

Na TV digital, todos os sinais digitalizados são transmitidos em FM.

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Vantagem da transmissão digital

A vantagem é que a transmissão digital aumenta enormemente a capacidade de enviar informações. Ou seja, são muito mais detalhes, que vão definir melhor as imagens, o som. É possível até uma troca de informações, a interatividade entre o telespectador e a emissora. Com os programas (softwares) que podem ser criados, os novos recursos possíveis são incontáveis.

A transmissão do sinal digital é muito mais exata, muito mais eficiente do que o atual sinal das TVs convencionais (as analógicas). O que significa que o sinal vai chegar muito facilmente, com toda a qualidade, onde você estiver.

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Bytes

É comum ouvir os termos bit e  byte usados como sinônimos. A aproximação dos dois significados faz sentido, porque um byte é simplesmente um conjunto de oito bits. E um bit (do inglês, binary digit) é um par de dígitos que podem assumir ou valor “zero” ou valor “um”. O conjunto de 8 bits (1 byte) funciona como um padrão para vários equipamentos. No caso das TVs, por exemplo, o equipamento está programado para interpretar uma mensagem a cada 8 bits que o sistema lê.

ATENÇÃO: no byte, cada um dos 8 bits é representado por um único número. Porque ao codificar uma informação, o bit oferece as duas opções (o “zero” ou o “um”) para que apenas um seja escolhido para cada bit daquele byte.

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Código Morse

Um ancestral muito didático para compreender o sistema binário é o Código Morse. Criado em 1835 pelo americano Samuel Morse e seu Assistente Alfred Vail, o código é baseado em conjuntos de pontos e traços que representam as letras do alfabeto, números e outros sinais da linguagem escrita.

Letras

Letra

Código
Internacional

Letra

Código
Internacional

A

.-

N

-.

B

-...

O

---

C

-.-.

P

.--.

D

-..

Q

--.-

E

.

R

.-.

F

..-.

S

...

G

--.

T

-

H

....

U

..-

I

..

V

...-

J

.---

W

.--

K

-.-

X

-..-

L

.-..

Y

-.--

M

--

Z

--..

Números

Número

    Código   

0

-----

1

·----

2

··---

3

···--

4

····-

5

·····

6

-····

7

--···

8

---··

9

----·

As duas tabelas acima são suficientes como exemplo. Para transmitir esses sinais, Morse criou também o telégrafo, que transmite e recebe sinais sonoros parecidos com bips. Os pontos são indicados por bips bem rápidos e os traços, por sinais mais longos. A técnica envolve alguns intervalos entre os bips, maiores ou menores, para o receptor identificar onde começam e terminam as letras, quando completa uma palavra ou até uma frase.

O Código Morse é, portanto, um sistema binário, onde os dois elementos são ponto e traço. A partir da combinação desses dois sinais se representa um outro código, o alfabeto (letras). A partir das letras chega-se a um código mais complexo, o idioma. A partir do idioma, o discurso. E então, finalmente, isso tudo assume um SIGNIFICADO, que “comanda” em você uma reação qualquer, uma atitude.

No sistema binário digital a comunicacão é com a máquina. E isso permite um conjunto muito maior de “reações” da máquina, além do “on” ou “off” (que é o máximo possível nas máquinas tradicionais).

No sistema digital não são considerados “intervalos” para saber quando começa ou termina a codificação de uma letra, ou de uma palavra. Tudo que é transmitido vem codificado em conjuntos fixos de bits. O que rege o código é a pura matemática dos números binários. Este princípio está baseado na lógica das combinações possíveis.

Aqui outra comparação que pode ajudar a entender esta lógica: um bit é um único número, escolhido entre dois valores possíveis: ou “zero” ou “um”. É como se um bit fosse representado por uma moeda, onde uma face é 1 e outra face é “zero” (cara ou coroa). Neste caso, três moedas, equivalem a três bits.

Se você jogar UMA MOEDA DE CADA VEZ (não podem ser todas de uma vez, porque a ordem dos resultados é importante), pode obter como primeiro resultado:

Moeda 1    Moeda 2   Moeda 3

     0                0               0

Se continuar jogando aleatoriamente as moedas, uma por vez, e anotar os resultados, vai perceber que, ao todo, são possíveis 8 resultados diferentes:

  1) 0 0 0            2) 0 0 1            3) 0 1 0            4) 1 0 0
  5) 1 0 1            6) 0 1 1            7) 1 1 0            8) 1 1 1

Portanto, para 3 bits são possíveis 23 = 8 combinações

Com um conjunto de 8 bits são possíveis 28 (dois elevado a oitava potência), ou seja, 256 combinações diferentes. A cada combinação diferente dá pra associar uma letra, ou número, vírgula, etc, etc. É suficiente para codificar muitos sinais.

O que o sistema vai fazer é sempre ler de oito em oito bits (uma fila de 8 dígitos) e verificar a que comando corresponde a combinação encontrada.

No sistema binário de Morse os dois sinais apareciam em conjuntos com número variado de elementos. Desde um único ponto (a letra E) ou um único traço (a letra T), até conjuntos maiores, como a letra B (um traço seguido de três pontos) ou o número 5 (cinco pontos).

No sistema binário de oito bits, a representação é sempre feita com um conjunto de 8 dígitos. O que varia é a quantidade de “zero” e de “um” e a ordem em que eles aparecem.

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